Alagoinha

Vereador de Alagoinha é preso sob suspeita de mandar matar ex-vereador para assumir vaga na Câmara

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta quarta-feira (3), três pessoas investigadas por envolvimento na morte do ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como “Ezinho Construção”, assassinado em abril de 2025 no município de Alagoinha, no Agreste do estado. Entre os detidos está o vereador Marcos André dos Santos, o Marcos de Esmeralda (PODE), apontado pela […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 4 de junho de 2026

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta quarta-feira (3), três pessoas investigadas por envolvimento na morte do ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como “Ezinho Construção”, assassinado em abril de 2025 no município de Alagoinha, no Agreste do estado. Entre os detidos está o vereador Marcos André dos Santos, o Marcos de Esmeralda (PODE), apontado pela investigação como suspeito de encomendar o homicídio.

Segundo os investigadores, uma das linhas apuradas indica que o crime teria sido motivado pelo interesse do parlamentar em ocupar a vaga deixada pela vítima na Câmara Municipal. A hipótese segue sendo analisada pela polícia durante o andamento do inquérito.

Ezinho Construção tinha 48 anos quando foi baleado após sair de um armazém de sua propriedade. Conforme as informações da Polícia Civil, ele foi surpreendido por criminosos armados, que efetuaram vários disparos. O ex-vereador chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado inicialmente para uma unidade de saúde da cidade.

Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima precisou ser transferida para o Hospital da Restauração, no Recife. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e morreu.

Além de Marcos de Esmeralda, também foram presos Roseni Patrícia de Moraes, esposa do vereador, e Rubem Nelson Alves de Oliveira, assessor do parlamentar. De acordo com a investigação, Rubem teria atuado como intermediador na contratação do suspeito apontado como executor do assassinato.

No caso de Marcos e Roseni, a prisão não ocorreu por participação direta na execução do homicídio, mas por suspeitas de ações que teriam dificultado o trabalho investigativo. A polícia informou que, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o celular da mulher não foi encontrado.

Dias depois, o casal procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando que o aparelho havia sido roubado. As apurações indicam que o suposto registro pode ter sido utilizado para ocultar informações consideradas relevantes para o esclarecimento do crime.

Em nota, a Polícia Civil informou que cumpriu mandados de prisão contra dois homens, de 35 e 51 anos, e uma mulher de 46 anos. Após os procedimentos legais, os três permaneceram à disposição da Justiça.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Alagoinha, que segue reunindo elementos para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e identificar eventuais outros envolvidos no caso.