
Pernambuco volta a enfrentar um cenário crítico na saúde infantil. Com o avanço das doenças respiratórias típicas desta época do ano, todos os leitos de UTI neonatal do estado estão ocupados, deixando recém-nascidos graves sem vagas disponíveis na rede hospitalar.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) revelam que a situação também é alarmante nas UTIs pediátricas, destinadas a crianças a partir de 29 dias de vida. A taxa de ocupação chegou a 94,19%, evidenciando a pressão crescente sobre o sistema de saúde.

O aumento expressivo de casos está diretamente ligado à circulação mais intensa de vírus como a influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), comuns neste período. As infecções têm levado crianças a desenvolver quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que exigem atendimento especializado e, muitas vezes, suporte intensivo.
O impacto já é sentido na fila de regulação estadual. Até a tarde desta quinta-feira (16), 49 crianças aguardavam por leitos de UTI em Pernambuco — sendo 46 para unidades pediátricas e três para UTIs neonatais.
Mesmo com a ampliação da rede, a demanda tem superado a capacidade de resposta. Atualmente, o estado conta com 517 leitos voltados ao atendimento de SRAG. Destes, 299 foram abertos apenas em 2026 para enfrentar o aumento sazonal de casos.
Apesar do reforço, o ritmo acelerado das internações tem levado o sistema ao limite, repetindo um padrão já observado em anos anteriores durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
O cenário acende um alerta para autoridades e profissionais de saúde, que enfrentam dificuldades para garantir assistência imediata aos casos mais graves. A expectativa é que novas medidas emergenciais sejam adotadas para ampliar o atendimento e reduzir o impacto da crise nas próximas semanas.








