Túmulo violado: corpo de criança de 2 anos é encontrado fora de sepultura no Grande Recife

Um caso grave e perturbador foi registrado nesta terça-feira (27) no cemitério público de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. O corpo de Eloá Sophia, de apenas 2 anos, foi encontrado fora do túmulo onde havia sido sepultado, menos de três meses após sua morte. A sepultura estava violada e o cadáver foi localizado em outra área do cemitério, a cerca de 200 metros do local original.
A situação veio à tona no fim da manhã, quando uma amiga da mãe da criança decidiu visitar o túmulo e percebeu um buraco aberto na frente da sepultura. Ao olhar dentro, constatou que o corpo não estava mais no local. A mãe, a técnica de enfermagem Eduarda Rodrigues de Freitas, foi avisada por telefone por volta das 10h40, deixou o trabalho imediatamente e seguiu para o cemitério.
Funcionários foram chamados, incluindo o coveiro e representantes da administração, mas todos afirmaram não ter visto movimentações estranhas nem terem mexido no túmulo. A Polícia Militar foi acionada e, após buscas, encontrou o corpo da criança deitado no chão, próximo a outra cova. Segundo a família, não havia sinais aparentes de violência.
Eduarda relatou indignação com a falta de vigilância no local. De acordo com ela, um vigia teria admitido que não realiza rondas, nem durante o dia nem à noite. A suspeita inicial levantada pela polícia é de que alguém tenha violado a sepultura para tentar furtar possíveis pertences, hipótese que revoltou ainda mais a família, já que Eloá era um bebê.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, onde passará por novos exames antes de ser liberado para um novo sepultamento, previsto para esta quarta-feira (28). A mãe afirmou que a família ainda vivia o luto recente e agora enfrenta novamente a dor de ter que enterrar a criança mais uma vez.
Eloá Sophia morreu em 12 de novembro, vítima de complicações de uma leucemia mieloide aguda, doença agressiva diagnosticada quando ela tinha apenas três meses de vida. A menina chegou a passar por um transplante de medula óssea em São Paulo, mas sofreu falência de órgãos após o procedimento, devido à condição de imunossupressão.
Em nota, a prefeitura informou que vai instaurar uma sindicância interna para apurar o ocorrido no cemitério Morada Eterna. A gestão municipal declarou ainda que a Secretaria de Desenvolvimento Social acompanha a família e presta apoio, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística.
As autoridades afirmam que novas informações serão divulgadas à medida que as apurações avancem. Enquanto isso, a família cobra respostas e medidas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.



