
A duas semanas de sua posse, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar controvérsia com declarações explosivas durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Entre as afirmações mais impactantes, Trump ameaçou o Hamas, afirmando que “vai abrir as portas do inferno no Oriente Médio” caso os reféns israelenses mantidos pelo grupo terrorista em Gaza não sejam libertados antes de 20 de janeiro, quando ele assume o cargo.
O republicano também sugeriu a anexação do Canadá, transformando-o no 51º estado norte-americano, e afirmou que não descartaria o uso de força militar para tomar o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá. Ele alegou que “força econômica” poderia ser usada para uma fusão entre os Estados Unidos e o Canadá, e classificou a linha de fronteira entre os dois países como “artificial”.
Trump defendeu ainda renomear o Golfo do México para “Golfo da América” e anunciou que aplicará “tarifas pesadas” sobre produtos do México e Canadá para, segundo ele, compensar pelo tráfico de drogas.
Sobre a guerra na Ucrânia, Trump criticou o presidente Joe Biden, declarando que o conflito não teria ocorrido sob sua liderança e alertou para o risco de uma escalada.
As declarações geraram intensa repercussão internacional e aumentaram a preocupação sobre a abordagem que o republicano adotará em questões globais ao reassumir a presidência.
