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Internacional

Trump manda investigar democratas após derrota republicana nas eleições para o Congresso dos EUA

Presidente americano acusa parlamentares da oposição de intimidação e extorsão; democratas terão maioria na Câmara e no Senado a partir de janeiro.

Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (7) que determinou ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação contra integrantes do Partido Democrata. A decisão amplia o confronto político em Washington, poucos dias depois de os republicanos perderem o controle das duas casas do Congresso americano nas eleições legislativas.

A ofensiva ocorre em um momento de crescente pressão sobre a Casa Branca. Com a vitória eleitoral de terça-feira (3), os democratas deverão assumir, em janeiro, o comando da Câmara dos Representantes e do Senado, conquistando maior capacidade de fiscalização sobre as decisões do governo federal.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump acusou adversários políticos de utilizar ameaças de impeachment, processos judiciais e possíveis prisões para intimidar autoridades federais e pessoas que financiam o Partido Republicano. O presidente classificou essas iniciativas como tentativas de extorsão e exigiu providências imediatas do Departamento de Justiça.

Apesar da gravidade das acusações, o republicano não apresentou publicamente provas que demonstrassem a existência de crimes. Também não identificou os responsáveis pelas supostas correspondências intimidatórias que, segundo ele, teriam sido encaminhadas a integrantes de seu governo e apoiadores políticos.

Possibilidade de impeachment aumenta tensão em Washington

O posicionamento presidencial acontece depois que os deputados democratas Hank Johnson, da Geórgia, e Deborah Ross, da Carolina do Norte, defenderam a abertura de um processo de impeachment contra o procurador-geral americano, Todd Blanche.

Trump rejeitou a existência de irregularidades que justificassem a responsabilização de autoridades de sua administração. Para o presidente, as iniciativas anunciadas pela oposição representam uma tentativa de utilizar instrumentos jurídicos e institucionais como forma de perseguição política.

Outro alvo das críticas foi a senadora democrata Elissa Slotkin, de Michigan. Trump afirmou que a parlamentar estaria interessada em promover ações contra jovens apoiadores republicanos.

A controvérsia envolvendo Slotkin começou em outubro, quando a senadora defendeu uma fiscalização mais abrangente das atividades do Executivo. Durante um evento na Universidade de Chicago, ela argumentou que eventuais investigações deveriam alcançar não apenas o presidente, mas também integrantes da administração que tivessem participado de possíveis irregularidades.

Presidente avalia perdões preventivos para integrantes do governo

O agravamento das disputas políticas ocorre enquanto Trump considera mecanismos para proteger membros de sua equipe de eventuais processos futuros.

Na segunda-feira (2), durante entrevista ao jornal americano New York Post, o presidente admitiu a possibilidade de conceder perdões presidenciais preventivos a integrantes de sua administração, caso entendesse que a medida seria necessária.

A perspectiva de uma nova composição do Congresso aumenta a possibilidade de investigações parlamentares sobre a atuação da Casa Branca. Entretanto, a apresentação de pedidos de impeachment ou a abertura de investigações não significa, por si só, a comprovação de irregularidades.

Com a mudança na correlação de forças políticas prevista para janeiro, a relação entre o Executivo e o Legislativo americano deverá enfrentar uma nova fase de disputas, especialmente em torno da fiscalização governamental e da responsabilização de autoridades públicas.

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