Triagem de catarata atende 200 pacientes com baixa visão em Gravatá
Pessoas com mais de 55 anos passam por exames no Hospital Doutor Paulo da Veiga Pessoa e podem sair com encaminhamento para atendimento especializado na Fundação Altino Ventura

Duzentas vagas foram disponibilizadas nesta terça-feira (15) para uma ação de identificação de casos de catarata em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. Os atendimentos acontecem no Hospital Doutor Paulo da Veiga Pessoa e são destinados a pacientes com mais de 55 anos que apresentam baixa visão.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Gravatá e a Fundação Altino Ventura (FAV). Podem participar pessoas que nunca realizaram cirurgia de catarata ou que passaram pelo procedimento em apenas um dos olhos.
Durante o atendimento, os pacientes são submetidos a exames de acuidade visual e autorrefração. Os procedimentos permitem avaliar as condições da visão e identificar quem necessita prosseguir com acompanhamento oftalmológico especializado.
De acordo com Gustavo Henrique, líder de Projetos Externos da Fundação Altino Ventura, os resultados obtidos durante a triagem determinam os próximos passos. Quando constatada a necessidade, o paciente deixa a unidade de saúde com encaminhamento para o Hospital de Olhos de Pernambuco, da FAV, incluindo data e horário para o atendimento.
Entre as pessoas que procuraram o serviço estava a agricultora aposentada Lúcia Santos, moradora do bairro Nossa Senhora das Graças. Ela acompanhou o marido, que já possuía encaminhamento para a Fundação Altino Ventura, e aproveitou a realização da triagem em Gravatá para dar continuidade à avaliação. Lúcia relatou ter sido bem atendida e afirmou esperar que o marido possa realizar a cirurgia caso a necessidade seja confirmada.

A parceria entre o município e a Fundação Altino Ventura não é inédita. Uma mobilização semelhante foi promovida em 2024 e alcançou aproximadamente 600 pacientes.
Com a nova etapa, a estratégia busca facilitar o acesso de moradores de Gravatá à avaliação oftalmológica e encaminhar os casos identificados para a rede especializada, reduzindo a necessidade de o paciente buscar diretamente o atendimento fora do município antes da triagem.



