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Tragédia com menina de 12 anos alerta médicos sobre doença rara no cérebro; vozes mandavam “ir para o céu”

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Uma história devastadora envolvendo uma menina de apenas 12 anos acendeu um alerta entre médicos e especialistas sobre uma doença neurológica rara que pode provocar alucinações e alterações graves de comportamento. A jovem britânica Mia Lucas tirou a própria vida enquanto enfrentava uma condição cerebral ainda não diagnosticada naquele momento.

O caso aconteceu em Sheffield, no Reino Unido. A menina estava internada no Hospital Infantil da cidade quando o episódio ocorreu, em janeiro de 2024.

Investigações médicas realizadas posteriormente apontaram que Mia sofria de encefalite autoimune, uma inflamação no cérebro capaz de provocar sintomas psiquiátricos intensos, incluindo psicose e alucinações auditivas.

Segundo os relatos analisados pelos especialistas, a menina dizia ouvir vozes que ordenavam que ela “fosse para o céu”. De acordo com a apuração médica, as vozes também ameaçavam que algo ruim poderia acontecer com sua família caso ela não obedecesse.

Inicialmente, os profissionais de saúde não conseguiram identificar a origem da crise psicológica enfrentada pela criança.

Dias antes da tragédia, Mia já havia apresentado comportamentos considerados preocupantes. No dia de Ano Novo de 2024, a mãe precisou intervir ao perceber uma situação de risco envolvendo a filha.

A encefalite autoimune é uma doença que provoca inflamação no cérebro e pode causar diversos sintomas neurológicos e comportamentais.

Entre os sinais mais comuns estão febre ou sintomas semelhantes aos de gripe, dores de cabeça intensas, perda de memória, alterações bruscas de comportamento, convulsões e episódios de confusão mental.

Especialistas explicam que a encefalite pode surgir a partir de infecções virais, como herpes ou sarampo, ou ainda por reações autoimunes do próprio organismo.

Estima-se que até 1,5 milhão de pessoas desenvolvam algum tipo de encefalite todos os anos em diferentes partes do mundo.

O caso da jovem britânica reforçou entre médicos a importância de identificar rapidamente sintomas neurológicos e comportamentais incomuns, especialmente em crianças e adolescentes, para que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível.

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