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Tesla Roadster: carro de Elon Musk flutua, faz piruetas e atinge 370 km/h em nova versão

Nova geração do Roadster utiliza propulsores de gás comprimido e tecnologia inspirada no robô Optimus e na SpaceX para executar manobras incomuns.

A Tesla, fabricante de veículos elétricos comandada pelo empresário Elon Musk, apresentou nesta quinta-feira (15) uma nova geração do esportivo Roadster com recursos que vão além da condução convencional. Durante a demonstração, o automóvel foi exibido flutuando, realizando movimentos no ar e permanecendo preso a uma superfície vertical. Segundo a empresa, essas funcionalidades deverão estar disponíveis em versões destinadas aos consumidores.

Com velocidade máxima anunciada de 370 km/h, o novo Roadster é apresentado como o automóvel de maior desempenho já desenvolvido pela fabricante. Entretanto, o que mais chamou atenção foi o conjunto de tecnologias projetadas para permitir que o veículo realize movimentos normalmente impossíveis para um carro convencional.

O funcionamento desses recursos envolve um sistema de propulsão que utiliza gás armazenado sob alta pressão. Diferentemente dos motores tradicionais, o mecanismo não depende da queima de combustível para produzir empuxo. A movimentação ocorre pela liberação controlada do gás através de bocais instalados em pontos estratégicos da carroceria.

Na configuração denominada Thrust, o equipamento utiliza um reservatório de 200 litros, projetado para suportar pressões de até 10 mil PSI. O sistema conta com válvulas de alta precisão controladas por atuadores desenvolvidos a partir de tecnologias empregadas no robô humanoide Optimus, também criado pela Tesla.

Versão Rocket pode flutuar e realizar movimentos no ar

A configuração mais avançada, chamada Rocket, amplia significativamente a capacidade de armazenamento de gás comprimido. Para acomodar o equipamento adicional, a Tesla removeu o banco do passageiro e instalou um reservatório expansível de 400 litros. Com isso, a capacidade total do sistema chega a 600 litros.

Essa versão incorpora seis propulsores adicionais distribuídos pela estrutura do automóvel. Quatro deles ficam posicionados próximos aos cantos do veículo e são responsáveis por gerar força vertical. Outros dois são instalados na parte dianteira para auxiliar no controle dos movimentos direcionais.

A combinação permite, segundo a fabricante, que o esportivo execute manobras com auxílio de jatos de gás, incluindo movimentos de elevação e mudanças de orientação enquanto estiver fora do solo.

Apesar da demonstração, a Tesla esclareceu que o sistema não foi desenvolvido para utilização em vias públicas. A liberação de gás sob alta pressão pode projetar objetos e detritos, oferecendo riscos a pedestres e a outros veículos. Por esse motivo, o recurso deverá ficar restrito a ambientes controlados.

Tecnologia também permite que o carro fique preso a uma parede

Outra demonstração apresentada pela fabricante envolveu um sistema de sucção instalado na parte inferior do Roadster. O mecanismo utiliza um ventilador para criar uma diferença de pressão entre o fundo do automóvel e a superfície sobre a qual ele está posicionado.

Durante a apresentação, a tecnologia foi utilizada para manter o veículo aderido a uma parede, mesmo em uma posição na qual a gravidade normalmente provocaria sua queda.

O vice-presidente de engenharia de veículos da Tesla, Lars Moravy, explicou que o equipamento foi projetado para gerar uma força de sucção equivalente a até duas vezes a aceleração da gravidade, ou 2 G. Segundo ele, parte das soluções empregadas no desenvolvimento do sistema teve origem em tecnologias associadas à SpaceX, empresa aeroespacial também comandada por Elon Musk.

Embora a demonstração tenha incluído situações extremas, Musk afirmou que a finalidade principal da sucção não é permitir que motoristas conduzam o automóvel de cabeça para baixo.

De acordo com o empresário, a tecnologia foi concebida principalmente para aumentar a aderência do Roadster ao solo, melhorando sua estabilidade e capacidade de realizar manobras em velocidades elevadas.

A apresentação evidencia a aposta da Tesla em soluções de engenharia que combinam tecnologias automotivas, robótica e sistemas de propulsão. A fabricante, entretanto, ainda precisará demonstrar como esses mecanismos funcionarão nas unidades destinadas à produção comercial e quais serão as limitações práticas de utilização.

Com a nova geração do Roadster, a empresa busca ampliar os limites de desempenho dos veículos elétricos, incorporando recursos que até então eram associados principalmente a demonstrações experimentais de engenharia.

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