Suspeito de matar homem durante assalto no Bongi é preso em menos de 24 horas no Recife

A Polícia Civil de Pernambuco esclareceu em menos de um dia o latrocínio que matou um homem de 57 anos no bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife. O suspeito foi localizado e preso no bairro da Mustardinha poucas horas após o crime, registrado no último domingo (24).
As investigações foram conduzidas pela 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e tiveram avanço rápido após denúncias e informações repassadas por moradores. A partir das pistas reunidas, os policiais conseguiram identificar o investigado e montar a operação que terminou com a prisão em flagrante.
De acordo com a polícia, o homem admitiu participação no crime durante o interrogatório. Ele relatou ser usuário de drogas e afirmou que teria recebido a promessa de R$ 500 para roubar um veículo. Segundo o depoimento, a vítima não era um alvo planejado e teria sido escolhida aleatoriamente.
A investigação aponta que o suspeito abordou o motorista fingindo pedir informação para evitar suspeitas. Em seguida, anunciou o assalto. No momento em que a vítima tentava entregar o celular, o criminoso acreditou que haveria reação e efetuou dois disparos de arma de fogo.
Após o assassinato, o homem fugiu utilizando uma motocicleta roubada nas proximidades do local do crime. Conforme a polícia, ele rendeu outro motorista por aplicativo e uma passageira, obrigando os dois a se deitarem no chão antes de levar o veículo.
Durante a prisão, os agentes encontraram uma bolsa com roupas femininas e uma peruca. O próprio investigado informou que utilizou os acessórios para dificultar o reconhecimento durante a fuga. Ele também teria mudado a aparência cortando o cabelo e retirando a barba depois que imagens começaram a circular na imprensa.
As apurações ainda revelaram que a motocicleta usada na fuga foi abandonada posteriormente após o suspeito desconfiar que o veículo possuía rastreador.
O homem foi autuado pelos crimes de latrocínio e roubo e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando se outras pessoas participaram da ação criminosa.

