
A partir das 7h da manhã desta quinta-feira (11), os policiais civis de Pernambuco irão paralisar suas atividades por 24 horas. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Policiais Civil de Pernambuco (SINPOL) após uma reunião com o governo estadual no Palácio do Governo, que terminou sem acordo.
Segundo o presidente do SINPOL, Áureo Cisneiro, houve a promessa de uma nova data para negociações, mas essa proposta foi rejeitada pelos policiais, que optaram pela paralisação. As principais reivindicações da categoria incluem a falta de efetivo, a precariedade das estruturas de algumas delegacias e os salários abaixo da média nacional.
Em resposta, o governo de Pernambuco emitiu uma nota informando sobre a recomposição salarial planejada para o quadriênio 2023-2026, garantindo que nenhum servidor receberá reajustes inferiores à inflação no período. “Nas propostas, há recomposição salarial para o quadriênio 2023/2026, de forma que nenhum servidor receberá ganhos inferiores à inflação no período, perfazendo em média, reajustes na ordem de 20%. A sugestão apresentada contempla todos os níveis de carreira dos servidores envolvidos, com reajustes lineares e adequação dos intervalos da Grade Salarial do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS).“, informou a nota do governo.
Além disso, o governo destacou a realização de um concurso público para o preenchimento de 445 vagas na Polícia Civil, com a possibilidade de convocar até o dobro desse número, totalizando 890 novos profissionais, dependendo de autorização legal e orçamentária. “O Governo do Estado realizou, ainda, concurso público para o preenchimento de 445 vagas para a Polícia Civil. Dessas, 250 são para o cargo de Agente de Polícia, 150 para Escrivão de Polícia e 45 para Delegados. A administração estadual poderá convocar até o dobro de vagas para todos os cargos, ou seja, poderão ser chamados 890 novos profissionais para reforçar a segurança do Estado. Essas nomeações adicionais estão condicionadas à inexistência de impedimento legal e/ou orçamentário e à expressa autorização prévia da Câmara de Política de Pessoal – CPP. Atualmente, o concurso está na fase de convocação para exame médico.“, concluiu a nota.
A paralisação de advertência dos policiais civis será monitorada de perto pela população, que espera que as reivindicações da categoria sejam atendidas para garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados pela Polícia Civil de Pernambuco.
