Sete crianças foram baleadas só este ano no Grande Recife

O Dia das Crianças poderia ser um momento de celebração, mas para muitas famílias na Região Metropolitana do Recife, não há nada a comemorar. Em três anos, houve 33 crianças baleadas, cinco delas morreram. Só em 2021, sete foram atingidas no Grande Recife, como mostra o recente levantamento do Instituto Fogo Cruzado na região.

Glaucia Rosimeri da Silva é um dos retratos de quem sofreu os efeitos da violência armada. “É muito triste, você não sabe a dor que eu estou sentindo. Minha única neta, minha primeira e única neta”. Lorena Letícia dos Santos, de 2 anos, teve a infância interrompida no dia 7 de julho. Nem o colo do padrasto e nem a presença da mãe impediram que ela fosse atingida por tiros no terminal de ônibus da Cidade Universitária, no Recife.

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Assim como Lorena, a maioria dos pequenos baleados este ano acompanhavam os pais ou responsáveis, verdadeiros alvos dos disparos. A principal motivação dos tiros que atingiram estas sete crianças e deixaram quatro baleadas foi tentativa de homicídio. Roubos e tentativas de roubo, fizeram duas vítimas e conflito entre grupos armados deixou uma criança baleada.

Em 2019, entre os dias 1º de janeiro e 12 de outubro, foram nove vítimas e, em 2020, neste mesmo período, 10 crianças atingidas. A violência contra crianças ainda é um fator de preocupação no Estado, mesmo os dados mostrando que este ano foram menos vítimas com idade abaixo de 12 anos. Em 2018, quando o Instituto Fogo Cruzado chegou em Pernambuco, houve cinco crianças baleadas entre 1º de abril e 31 de dezembro. 

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