
Quem olhou para o céu de São Paulo nesta segunda-feira (9) percebeu o cinzento incomum, reflexo da pior qualidade do ar do mundo registrada na cidade, de acordo com o site suíço IQAir, especializado em monitoramento da poluição atmosférica. A combinação entre tempo seco, calor intenso e fumaça de incêndios é a principal responsável pelo aumento dos níveis de poluição na capital e no interior do estado.
O índice de qualidade do ar na cidade alcançou 160, classificando o ar como “não saudável”, e superou cidades como Ho Chi Minh, no Vietnã, e Lahore, no Paquistão, que figuram em segundo e terceiro lugar no ranking. O ar de São Paulo apresenta risco para toda a população, incluindo pessoas sem doenças prévias, e pode agravar sintomas respiratórios e cardiovasculares.
Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), regiões como Carapicuíba, Osasco, Itaim Paulista e bairros da capital como Perus e Santana registraram qualidade de ar “muito ruim”, a segunda pior categoria da escala. Além disso, cidades do interior, como Jundiaí e Ribeirão Preto, enfrentam condições semelhantes. Apenas Itaquera e Mooca apresentaram boa qualidade do ar nesta segunda-feira.
A Defesa Civil alertou que 48 municípios paulistas seguem em risco máximo de incêndios até o próximo sábado, com oito focos de fogo ativos registrados no estado nesta manhã. As altas temperaturas, que devem continuar acima da média até sexta-feira (13), e a baixa umidade do ar intensificam o problema.
Especialistas recomendam que a população evite atividades físicas ao ar livre e mantenha-se hidratada para amenizar os efeitos da má qualidade do ar.
