
Um crime brutal chocou o Espírito Santo após um entregador de 36 anos ser sequestrado, torturado e assassinado por suspeita de um delito que, segundo a polícia, jamais aconteceu. O caso veio à tona nesta sexta-feira (17) e expõe uma sequência de decisões baseadas em uma acusação sem qualquer prova.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria surgido após uma suposta “revelação divina” relatada por um pastor à irmã da vítima. O líder religioso teria dito que sonhou com um possível abuso envolvendo uma criança da família, o que levou a mulher a acreditar na denúncia.

A partir disso, ela teria procurado integrantes do tráfico de drogas, que decidiram agir por conta própria. O entregador foi retirado à força de casa, na frente da mãe, e levado para uma área de mata.
No local, a vítima ficou amarrada e foi submetida a agressões por várias horas antes de ser executada. As investigações descartam completamente a acusação que motivou o crime, classificando-a como infundada e sem qualquer evidência.
Sem antecedentes criminais e sem histórico de envolvimento com atividades ilegais, o homem acabou sendo vítima de um julgamento paralelo, baseado apenas em um relato sem comprovação.
A polícia identificou como principal articulador do assassinato um homem de 28 anos, conhecido como “Malvadão”, apontado como liderança de um grupo criminoso atuante na região da Grande Vitória.
O caso segue em investigação, e a expectativa é de novas prisões. A brutalidade e a motivação levantam alerta sobre os riscos de acusações sem provas e da atuação de grupos que impõem punições à margem da lei.








