Reeducandos do regime aberto casam em cerimônia coletiva

Priscila Moura, 28 anos, casou na tarde desta quarta (06), no Clube dos Oficiais do Corpo de Bombeiros. A ansiedade, comum às noivas, tomou conta. Tudo deu certo. Maquiagem, cabelo, buquê, vestido e bolo de noiva. A jovem é reeducanda, cumpre pena no regime aberto. Ela e mais 14 ex-detentos (entre homens e mulheres) realizaram o sonho de oficializar a união em uma cerimônia coletiva. A iniciativa foi do Patronato Penitenciário, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

O casamento religioso com efeito Civil foi celebrado pelo Pastor Elísio José. O momento especial contou com decoração, coral, bolo e festa para convidados. Os reeducandos participantes são acompanhados pelo Patronato que oferece assistência social e jurídica aos egressos. A ação foi inteiramente gratuita.

Para a egressa, o casamento é a segunda etapa para a mudança de vida. Há dois meses, começou a trabalhar empresa de confecção de roupas. “Eu e meu noivo, agora marido, nos conhecemos quando deixei a prisão. Já vivíamos como marido em mulher, mas oficializar o relacionamento sempre foi nosso desejo. Para mudar de vida é importante o apoio da família, ter o amor por perto.”, conta Priscila.

Todos os meses, os ex-detentos que cumprem pena no regime aberto precisam comparecer ao Patronato Penitenciário, como determina a Lei de Execuções Penais. Eles também são encaminhados para vagas de trabalho. “A ideia de realizar um casamento coletivo surgiu no setor psicossocial. Entre encaminhamentos para programas sociais e emissão de documentos, os reeducandos também trouxeram essa demanda. Conseguimos realizar através de apoio e parceria com outras instituições”, explica o superintendente do Patronato, Josafá Reis.