
O real brasileiro registrou, até 31 de outubro, uma desvalorização de 16,21% frente ao dólar, colocando-se como a segunda moeda que mais perdeu valor em 2024. De acordo com um levantamento da consultoria Elos Ayta, divulgado pelo Metrópoles, a moeda brasileira só não teve queda maior que o peso argentino, que sofreu uma desvalorização de 18,40%.
Apenas em outubro, o real continuou em queda, ocupando novamente a segunda posição no ranking mensal de desvalorização. Desta vez, o peso chileno superou o real, com a maior queda do período. Esse cenário reflete um contexto de depreciação global das moedas frente ao dólar, com apenas três exceções entre 27 analisadas: o dólar de Hong Kong, a libra esterlina e o rand sul-africano, que apresentaram valorização frente à moeda americana.
A forte queda do real impacta o poder de compra dos brasileiros, encarecendo produtos importados e pressionando a inflação. O cenário desafia também as exportações, que passam a depender de uma maior competitividade frente aos mercados externos. Especialistas apontam que a desvalorização do real se insere em um contexto de incertezas econômicas, influenciado por variáveis internas e externas, além de pressões do mercado financeiro sobre as economias emergentes.
