
A forte desvalorização do real frente ao dólar nas últimas semanas colocou o Brasil em uma posição delicada no cenário econômico global. Em novembro, a moeda norte-americana atingiu o patamar histórico de R$ 6, agravando os efeitos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro medido em dólares.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deve fechar 2024 ocupando a 10ª posição entre as maiores economias do mundo. A previsão é um retrocesso em relação a abril, quando o país estava na 8ª colocação, impulsionado por um crescimento econômico acima do esperado.
Apesar do crescimento projetado de 3% para 2024, a perda de valor da moeda brasileira ofuscou o avanço econômico. Entre abril e outubro, o real desvalorizou 13% em relação ao dólar, segundo dados do FMI. O agravamento em novembro reforça o risco de o Brasil ser ultrapassado pela Rússia, que ocupa atualmente a 11ª posição.
Especialistas apontam que a perda de credibilidade fiscal e a instabilidade política têm pressionado o câmbio, reduzindo a competitividade do Brasil no ranking global. Segundo Alex Agostini, as estimativas do FMI refletem dados anteriores à recente disparada do dólar, o que pode agravar ainda mais a posição do país.
Com o mercado global atento ao comportamento da moeda brasileira, as projeções indicam que, para recuperar posições, o Brasil precisará combinar políticas fiscais sólidas com esforços para estabilizar o real e atrair confiança dos investidores.
