
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), participou na noite desta sexta-feira (6) do ato de filiação do prefeito de Gravatá, Joselito Gomes, e da vice-prefeita Viviane Facundes, realizado no salão da Sociedade Musical 15 de Novembro, na área central do município.
O evento reuniu lideranças políticas, representantes comunitários e apoiadores, sendo marcado por apresentações culturais de maracatu na recepção à governadora. Também estiveram presentes o prefeito de Chã Grande, Sandro Advogado, o prefeito de Amaraji, Araújo, além de vereadores, secretários municipais e outras lideranças do Agreste pernambucano.
Logo no início de sua fala, Raquel Lyra fez questão de destacar sua relação pessoal com o prefeito Joselito Gomes, lembrando que ele foi seu professor de Religião há cerca de 40 anos e responsável por sua primeira comunhão.
Ela afirmou que sempre reconheceu em Joselito um homem de caráter, diálogo e compromisso com as pessoas, reforçando que a política, para ela, também é construída por relações de confiança e respeito ao longo do tempo.
A governadora resgatou uma experiência marcante de sua trajetória administrativa ao citar a reforma de uma escola na Vila Canaã, na divisa entre Caruaru e Toritama — um local que, segundo ela, havia sido abandonado por gestões anteriores.
Ela criticou políticos que só aparecem em comunidades no período eleitoral:
“Muitos lugares ficaram esquecidos por muito tempo. Mas quando chega época de eleição, aparece quem nunca cuidou, dá um tapinha nas costas, tira foto e vai embora para nunca mais voltar. Quantos são assim?”
Esse trecho de sua fala foi usado para reforçar a importância de uma política permanente, presente e responsável — e não apenas eleitoreira.
Raquel destacou que convidou Viviane Facundes repetidas vezes para caminhar politicamente ao seu lado, assim como fez com outras lideranças, como Andréa e o professor Lupércio.
Ela dedicou parte significativa de seu discurso a falar sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres na política, ressaltando que elas são mais cobradas e mais atacadas do que os homens.
Segundo a governadora, muitas mulheres sofrem pressão em suas comunidades, em associações e até dentro de casa, mas seguem firmes por acreditarem em seu propósito.
Caminhada pessoal e profissional até o governo
Em um relato detalhado e pessoal, Raquel Lyra narrou sua trajetória de vida e carreira pública:
- Saiu de Caruaru aos 14 anos para estudar no Recife;
- Foi aprovada em concurso do Banco do Nordeste;
- Passou no concurso da Polícia Federal e morou no Rio de Janeiro por mais de um ano;
- Retornou a Pernambuco e trabalhou na superintendência da Polícia Federal;
- Abriu uma delegacia da PF em Caruaru, mas recusou assumir o posto por entender que poderia comprometer seu trabalho;
- Em 2005, passou no concurso da Procuradoria do Estado, onde atua há 20 anos;
- Trabalhou por quatro anos no Palácio do Governo como chefe da Procuradoria, elaborando leis e decretos;
- Sentiu o chamado para disputar um mandato político e começou a percorrer Pernambuco.
Ela lembrou uma frase marcante de seu pai ao discutir sua candidatura:
“Eu não tenho voto na prateleira para lhe dar. Você precisa conquistar o coração e a alma das pessoas.”
Raquel destacou que foi eleita deputada estadual por dois mandatos e, posteriormente, recebeu um chamado do povo de Caruaru para disputar a prefeitura.
Ela afirmou que venceu aquela eleição caminhando pelas ruas, dialogando com a população e defendendo um governo voltado para quem nunca havia sido prioridade — especialmente moradores da zona rural e das periferias.
Segundo ela, sua gestão começou cuidando dos bairros mais esquecidos e só depois avançou para o centro da cidade, em uma lógica “de fora para dentro”.
Durante a pandemia da Covid-19, Raquel afirmou que governou com responsabilidade, cuidando da saúde pública, da economia local e das feiras populares, como a Feira de Caruaru e a Feira da Sulanca — pontos centrais da vida econômica da região.
Ela ressaltou que, ao longo desse período, foi conquistando a confiança das pessoas com trabalho concreto.
Raquel contou que, ainda durante a pandemia, seu nome começou a aparecer em pesquisas para o Governo do Estado. No início, ela hesitou, pois sentia responsabilidade com Caruaru.
Depois decidiu percorrer Pernambuco, dialogar com o povo e entender as demandas do estado.
Ela lembrou que muitos duvidaram de sua candidatura por ser mulher, do interior e sem grande máquina partidária, mas destacou que quando o povo decide, nada segura.
“O povo escolheu mudar e decidiu eleger uma mulher do interior para governar Pernambuco.”
Encerrando sua fala, Raquel Lyra afirmou que a filiação de Joselito Gomes e Viviane Facundes representa alinhamento político entre Gravatá e o Governo do Estado, fortalecendo parcerias para investimentos em educação, abastecimento de água, infraestrutura e desenvolvimento regional.
O ato terminou com aplausos, manifestações culturais e reforço de apoio político à gestão estadual e municipal.
