PT pernambucano dividido? Senadora Teresa Leitão critica alianças e reafirma oposição a Raquel Lyra

Parlamentar descarta apoio à governadora e defende candidatura de João Campos para 2026.

A divisão interna no PT de Pernambuco sobre ser oposição ou aliado à governadora Raquel Lyra (PSDB) foi classificada como um equívoco pela senadora Teresa Leitão. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (20), a parlamentar deixou claro que, no cenário atual, o candidato do partido para o governo em 2026 seria João Campos (PSB), descartando qualquer possibilidade de apoio à reeleição da tucana.

A senadora destacou que a boa relação entre os governos Federal e de Pernambuco é institucional, assim como acontece em outros estados e municípios. “A relação é institucional, assim como nas capitais e cidades do interior”, pontuou Teresa, enfatizando que Raquel Lyra não integra a base aliada do governo do presidente Lula (PT), conforme mencionado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, em visita recente ao estado.

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Críticas à postura de Raquel Lyra

Teresa Leitão afirmou que a governadora Raquel Lyra tem uma posição política de oposição ao presidente Lula. “Em todos os temas caros, prioritários e importantes para o PT, ela nunca se posicionou favoravelmente”, declarou. Para a senadora, mesmo que o diretório estadual do PT venha a cogitar uma aliança com a governadora, a decisão final estará alinhada com a posição nacional do partido, que segue em parceria com o PSB.

Cobrança por oposição no estado

A senadora também reforçou a necessidade de que as bancadas do PT e do Solidariedade em Pernambuco adotem uma postura de oposição ao Governo do Estado, lembrando que ambos integraram a aliança que apoiou Marília Arraes (SD) na disputa eleitoral de 2022.

Reflexões sobre cargos na gestão

Teresa Leitão comentou ainda sobre a ausência de integrantes do grupo ligado ao senador Humberto Costa no primeiro escalão da Prefeitura do Recife durante o segundo mandato de João Campos. Segundo ela, essa situação é parte de um contexto político maior e não se trata de exclusão. A senadora citou que, na gestão passada, também não ocupou cargos diretamente. “São circunstâncias que precisam ser discutidas internamente”, avaliou.

Teresa ressaltou que o PT está presente na gestão de João Campos devido ao diálogo entre o prefeito e lideranças do partido, como ela e Humberto Costa. “Pernambuco tem hoje dois senadores do PT. Apesar de eu não ter indicado Felipe Cury (secretário de Habitação), ele é ligado à minha tendência. Já Oscar Barreto (Meio Ambiente) é de outra tendência”, detalhou.

A declaração de Teresa reforça o cenário de disputa interna no PT pernambucano e aponta para um caminho que reafirma a oposição ao governo estadual, enquanto mira a manutenção de alianças nacionais.

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