
Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, preso nesta segunda-feira (25) em Olinda pela Polícia Civil de São Paulo, não é acusado apenas de ameaçar o youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. Investigações apontam que ele também armazenava e comercializava material infantil de cunho sexual, além de vender dados pessoais de brasileiros pela internet.
Durante a operação, os agentes apreenderam o computador utilizado por Cayo para realizar as ameaças e negociar informações. Imagens obtidas pelo portal Metrópoles mostram conversas em aplicativos de mensagem, nas quais o suspeito trocava conteúdo com supostos clientes. Em um dos vídeos, ele chega a enviar a foto de um documento solicitado por um comprador.
A prisão ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), emitida em 17 de agosto. O juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho destacou, na decisão, que a quebra de sigilo de dados foi necessária diante do “risco concreto à integridade física do autor, que se encontra sob ameaça direta de morte”. As ameaças contra Felca começaram após o youtuber publicar um vídeo denunciando casos de pedofilia e adultização de crianças nas redes sociais.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou a prisão e classificou a operação como um avanço importante contra crimes digitais. Segundo ele, o trabalho investigativo levou até um criminoso que, além das ameaças, estava envolvido na venda de material ilegal e na exploração de dados pessoais em plataformas digitais.
O caso segue em investigação para identificar a extensão das atividades de Cayo e possíveis comparsas envolvidos no esquema.
