
Um mês após a execução de Gabriel Renan da Silva Soares, 29 anos, o policial militar Vinicius de Lima Britto foi afastado de suas funções. O crime, registrado por câmeras de segurança, aconteceu em 3 de novembro em frente a um mercado na Avenida Cupecê, Jardim Prudência, Zona Sul de São Paulo.
Gabriel foi alvejado pelas costas enquanto fugia do estabelecimento, acusado de roubar materiais de limpeza. A demora no afastamento do PM gerou críticas de ativistas e familiares, que consideram o caso mais um exemplo de violência policial contra jovens negros no Brasil.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou nesta segunda-feira (2) que o policial está afastado de atividades operacionais. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que analisa as imagens do circuito de segurança para elucidar os acontecimentos.
De acordo com a SSP, familiares da vítima já prestaram depoimento, e buscas estão em andamento para localizar uma testemunha-chave, que teria esbarrado em Gabriel momentos antes do disparo fatal.
A Polícia Militar declarou que está acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil e garantiu colaboração total. Caso a apuração aponte para a responsabilização criminal do policial, medidas administrativas poderão ser aplicadas, incluindo um processo disciplinar que pode culminar na exclusão do PM da corporação.
Revolta e pedidos por justiça
O caso reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força por agentes de segurança pública, especialmente contra minorias. Organizações de direitos humanos têm pressionado por mais transparência e agilidade nas investigações.
A execução de Gabriel, registrada em vídeo, choca pela brutalidade, e familiares pedem justiça enquanto o país discute soluções para combater a violência policial e o racismo estrutural.
