
Os sargentos Anderson Lustosa de Castro e Edvaldo Oliveira Costa, alvos da Operação Conexão Cajueiro, foram presos nesta quinta-feira (23) e encaminhados para um presídio militar no Piauí. Os dois policiais militares eram responsáveis pela segurança e logística de uma organização criminosa que contrabandeava mercadorias estrangeiras por meio de portos clandestinos no litoral do estado, principalmente em Cajueiro da Praia.
A operação, conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Receita Federal e a Polícia Militar do Piauí, resultou no cumprimento de 29 mandados judiciais, incluindo sete prisões preventivas e 22 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí e envolveram ações em municípios como Parnaíba, Teresina, Sobral (CE), Santa Inês (MA) e até São Paulo (SP).
Esquema milionário e arsenal apreendido
A investigação revelou um esquema complexo que utilizava embarcações e caminhões para transportar mercadorias contrabandeadas, como cigarros e produtos falsificados, carregados em portos clandestinos no estuário dos rios Timonha e Ubatuba. Durante as operações, foram apreendidos dois fuzis sem numeração e diversas mercadorias ilegais.
A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores superiores a R$ 250 milhões, ligados às movimentações financeiras da rede criminosa.
Homicídio e controle de negócios ilícitos
A operação teve origem em 2022, após o homicídio de um dos líderes da organização em Cajueiro da Praia. O crime foi motivado por disputas internas relacionadas ao controle do esquema de contrabando. A organização mantinha uma estrutura transnacional voltada ao transporte e descarregamento de produtos ilegais, prejudicando a economia e fomentando práticas ilícitas na região.
A ação das autoridades reforça o combate ao crime organizado no Nordeste, evidenciando o envolvimento de agentes públicos em atividades ilegais.
