
As investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre os recentes casos de intoxicação por metanol ganharam um novo rumo. A principal hipótese apurada pelos agentes é a de que fábricas clandestinas de bebidas estejam utilizando metanol — ou etanol adulterado com metanol — no processo de higienização de garrafas, muitas vezes falsificadas ou reutilizadas.
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, a substância estaria sendo aplicada para limpar recipientes antes do novo envasamento. A prática criminosa pode ter causado a contaminação de lotes inteiros de bebidas distribuídas em diversos pontos do estado e, possivelmente, em outras regiões do país.
A investigação se intensificou após análise da rota das bebidas consumidas pelas vítimas. Os agentes começaram o rastreamento por bares onde ocorreram os primeiros casos de intoxicação, seguiram para as distribuidoras responsáveis pelo abastecimento e, por fim, chegaram até supostas fábricas clandestinas envolvidas no esquema.
Até o momento, a polícia não divulgou nomes de suspeitos nem detalhes sobre a origem do metanol utilizado. Vale destacar que a substância, altamente tóxica para o consumo humano, não é comercializada legalmente no Brasil, o que levanta suspeitas sobre contrabando ou manipulação irregular.
As autoridades seguem em diligência para identificar os responsáveis pela contaminação e impedir a circulação de bebidas potencialmente perigosas. O caso também está sendo monitorado por órgãos de saúde, devido ao risco à segurança pública.
