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Polícia investiga grupo suspeito de furtar R$ 386 mil de rede varejista em cinco estados

Operação Diamante mira dez investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro; suspeitos teriam usado telhados para entrar nas lojas e equipamentos…

Clebson Amsterdan Atualizado em 18 de setembro de 2026

Dez pessoas são investigadas pela Polícia Civil de Pernambuco por suspeita de integrar um esquema interestadual responsável por furtos contra lojas de uma mesma rede varejista. Os crimes teriam ocorrido em Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe, com prejuízo calculado em aproximadamente R$ 386 mil.

A investigação resultou na deflagração da Operação de Repressão Qualificada Diamante, nesta quinta-feira (17). Sete mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos, além de determinações para bloqueio de ativos financeiros dos investigados. As medidas foram autorizadas pela 17ª Vara Criminal da Capital. Não houve prisões nesta fase.

Segundo a apuração da Delegacia de Roubos e Furtos (DPRF/DEPATRI), sete furtos foram relacionados ao grupo. Um padrão identificado nas ocorrências ajudou os investigadores a estabelecer conexões entre os casos: as lojas eram invadidas durante a noite, principalmente pelos telhados, e os cofres eram violados com equipamentos como serras e esmerilhadeiras.

Um veículo identificado em dois dos crimes também contribuiu para o avanço das investigações. A partir desse indício, equipes realizaram diligências e cruzaram informações obtidas em campo com dados de inteligência financeira, chegando a outros suspeitos e aos diferentes núcleos que, segundo a polícia, compunham a organização.

A apuração passou então a acompanhar não apenas os supostos responsáveis pela execução dos furtos, mas também o destino do dinheiro. De acordo com os delegados João Paulo de Andrade, titular da DPRF/DEPATRI, e Diogo Fajardo, adjunto da unidade, foram identificados indícios do uso de terceiros e de uma empresa de fachada para movimentar e ocultar recursos provenientes dos crimes.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais localizaram uma empresa do segmento de bebidas apontada pela investigação como pertencente ao suspeito de liderar o grupo. A análise das movimentações financeiras serviu de base para que a Polícia Civil solicitasse à Justiça o bloqueio de ativos relacionados aos investigados.

Outro automóvel, que teria sido utilizado pelo núcleo responsável diretamente pelos furtos, também entrou na mira da operação. A Justiça autorizou medida de sequestro do bem, mas o veículo ainda era procurado pelas equipes policiais.

Com o material recolhido nas buscas, a Polícia Civil pretende aprofundar a identificação da participação de cada investigado e analisar a estrutura financeira e operacional do grupo. A investigação também deverá subsidiar pedidos de novas medidas judiciais, incluindo possíveis prisões e indiciamentos pelos crimes apurados.

A Operação Diamante permanece em andamento, com diligências e análise dos elementos apreendidos nesta etapa da investigação.