A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou nesta quinta-feira (14) a 47ª Operação de Repressão Qualificada do ano, intitulada Operação Sinistro. A ação tem como foco o desmantelamento de uma organização criminosa especializada em fraudes contra o seguro DPVAT, envolvendo crimes como estelionato, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, além de uso de documentos falsos.
A ofensiva policial mobilizou 90 agentes, incluindo delegados, escrivães e investigadores, e cumpriu 19 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em diversos municípios pernambucanos — como Recife, Gravatá, Limoeiro, Paudalho, Carpina, Arcoverde e Belo Jardim — além de cidades na Paraíba e em São Paulo. Também foram determinadas a suspensão de atividades de duas empresas, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.
Coordenada pelas delegadas Viviane Santa Cruz, Lígia Cardoso e Érica Bezerra, da Delegacia de Repressão ao Estelionato (DPRE), com apoio da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e da Diretoria de Inteligência (DINTEL), a investigação teve início em março de 2021, após uma denúncia anônima.
Segundo a Polícia Civil, o esquema contava com a participação de profissionais da saúde, servidores públicos e intermediários que fabricavam documentos falsos, incluindo laudos médicos e boletins de ocorrência, para simular acidentes de trânsito. As vítimas — reais ou fictícias — eram aliciadas para dar veracidade aos pedidos de indenização, protocolados junto a uma seguradora. Parte dos valores obtidos era repassada à quadrilha.
A investigação também identificou movimentações bancárias suspeitas, conversas por aplicativos de mensagens e provas documentais que comprovaram o envolvimento dos suspeitos. As medidas cautelares foram autorizadas pela Vara Única da Comarca de Glória do Goitá, responsável pelos despachos judiciais.
A Operação Sinistro contou ainda com o apoio da Corregedoria Geral da SDS-PE e das Polícias Civis dos estados da Paraíba e de São Paulo, evidenciando a abrangência e complexidade da atuação do grupo criminoso. A Polícia Civil segue com as apurações para ampliar a responsabilização dos envolvidos e recuperar os valores indevidamente desviados.
