
O salário mínimo dos professores da educação básica da rede pública em todo o país terá um novo valor a partir deste ano. O Ministério da Educação oficializou nesta quinta-feira a atualização do piso nacional do magistério, que passa a ser de R$ 5.130,63 para profissionais com carga horária de 40 horas semanais.
O reajuste representa um aumento de 5,4% em relação ao valor anterior, que era de R$ 4.867,77. Na prática, a correção garante ganho real para a categoria, já que supera a inflação registrada em 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 3,9%.
Com a nova regra, nenhum professor da rede pública brasileira poderá receber menos do que o piso estabelecido para a jornada integral. A medida vale para estados e municípios e reforça a obrigatoriedade de adequação das folhas salariais ao valor mínimo definido em âmbito nacional.
A atualização também altera o cenário que seria aplicado caso a regra anterior fosse mantida. Sem a mudança, o reajuste do piso ficaria em torno de 0,37%, o que significaria um acréscimo inferior a R$ 20 no salário-base dos docentes.
O aumento do piso é visto como um passo importante para a valorização do magistério e deve impactar diretamente os orçamentos das redes públicas de ensino, que agora precisam se adequar ao novo patamar salarial. A expectativa é de que a medida fortaleça a atratividade da carreira e contribua para reduzir desigualdades salariais entre estados e municípios.
