PGR defende prisão de Léo Índio após fuga para a Argentina

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, por violar uma medida cautelar. Réu por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, Léo Índio, que é primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou em um vídeo estar na Argentina há mais de 20 dias, sem permissão judicial para deixar o Brasil.
Para a PGR, a saída do país sem autorização configura um claro desrespeito às determinações do STF e à legislação penal. “Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus descumpriu deliberadamente a medida cautelar, mostrando sua insuficiência e o descaso com a aplicação da lei”, declarou o órgão em manifestação enviada ao Supremo. O texto aponta que o comportamento de Léo Índio justifica a necessidade de prisão para assegurar o cumprimento da lei.
A solicitação se baseia no artigo 312 do Código de Processo Penal, que prevê a prisão preventiva como garantia da ordem pública e da efetividade do processo. A PGR argumenta que a permanência do réu fora do país compromete o andamento da ação penal relacionada aos eventos de 8 de janeiro. Agora, cabe ao STF decidir sobre o pedido, que reacende a atenção sobre os desdobramentos daquele dia.



