PF prende investigado por crimes sexuais contra mulher vulnerável em Escada
Operação Vigília também resgatou a vítima e apreendeu celular que será submetido à perícia; investigação apura possível existência de outros casos
Um homem investigado por suspeita de crimes sexuais contra uma mulher em situação de vulnerabilidade foi preso pela Polícia Federal durante uma operação realizada nesta quarta-feira (16), em Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A vítima foi localizada e retirada da situação investigada pelos agentes.
Batizada de Operação Vigília, a ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF em Pernambuco. A investigação apura, em tese, os crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro de vulnerável.
Os policiais cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela 34ª Vara Federal de Pernambuco. Além da prisão do investigado, um aparelho celular foi recolhido e deverá passar por exame pericial em busca de elementos que possam contribuir com o inquérito.
Após ser resgatada, a mulher recebeu acolhimento da equipe e foi levada à sede da Polícia Federal, na Zona Sul do Recife. Em depoimento reservado, ela reconheceu a própria imagem em parte do conteúdo que integra a investigação. A vítima declarou desconhecer a existência dos registros, negou ter autorizado a produção ou o compartilhamento das imagens e disse não se lembrar das circunstâncias mostradas no material.
A investigação teve origem em informações encontradas durante a Operação Somnus, realizada em fevereiro deste ano. Na análise do material apreendido naquela ocasião, a PF identificou registros de mulheres aparentemente inconscientes e conversas mantidas em um grupo de aplicativo de mensagens.
Segundo a apuração, as mensagens abordavam sedação, atos sexuais e compartilhamento de conteúdo íntimo. A partir desses elementos, os investigadores chegaram à identificação do homem preso nesta quarta-feira e da vítima, o que resultou na abertura de um novo inquérito.
Agora, a Polícia Federal pretende aprofundar a análise do material apreendido para esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar se outras mulheres também podem ter sido vítimas. O celular recolhido durante a operação será uma das peças examinadas nessa nova etapa.
O processo tramita sob sigilo para preservar a intimidade das pessoas envolvidas e evitar prejuízos às diligências. A denominação Vigília foi escolhida em referência à necessidade de proteção diante de condutas que, conforme os indícios investigados, teriam ocorrido enquanto a vítima dormia ou estava impossibilitada de oferecer resistência.