
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conclusão do inquérito que investigou a existência de um esquema ilegal de espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecido como “Abin paralela”. O relatório final resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, e do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-chefe do Executivo.
Além dos principais investigados, outras 32 pessoas também foram indiciadas. Segundo a apuração da PF, o grupo teria utilizado a estrutura da Abin para realizar monitoramento clandestino de opositores e adversários políticos de Jair Bolsonaro, entre os anos de 2019 e 2021, período em que Alexandre Ramagem comandava o órgão.
O inquérito agora segue para análise do STF, que avaliará o andamento do caso e a possibilidade de novas medidas judiciais com base nas provas apresentadas pela Polícia Federal.
