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PF aponta ligação do Banco Master com esquema bilionário de combustíveis investigado pelo STF

As investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis avançaram e passaram a incluir conexões financeiras com o Banco Master. A apuração faz parte da Operação Sem Refino, realizada na última semana com autorização do Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos da ofensiva está o ex-governador do Rio […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 19 de maio de 2026

As investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de sonegação fiscal no setor de combustíveis avançaram e passaram a incluir conexões financeiras com o Banco Master. A apuração faz parte da Operação Sem Refino, realizada na última semana com autorização do Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos da ofensiva está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A operação também atingiu empresários ligados ao Grupo Refit, antigo controlador da Refinaria de Manguinhos, suspeito de participação em fraudes tributárias e desvio de recursos públicos.

A ação da PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes do esquema. O empresário Ricardo Magro também foi alvo das medidas autorizadas pela Justiça.

Além das diligências, o STF determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens e ativos relacionados à investigação. O valor é tratado pelos investigadores como parte do possível prejuízo causado pelo esquema de fraudes fiscais.

Documentos preliminares da chamada Operação Compliance Zero, que investiga operações financeiras do Banco Master, indicam que a polícia encontrou movimentações consideradas suspeitas entre estruturas ligadas à sonegação no setor de combustíveis e operações do banco.

Segundo os investigadores, as análises buscam entender como os recursos circulavam e qual teria sido o papel das instituições e empresas envolvidas no esquema. A PF trabalha agora para mapear a origem do dinheiro, identificar beneficiários e aprofundar a conexão entre as fraudes tributárias e o sistema financeiro.

As apurações seguem em andamento e novas fases da investigação não estão descartadas. A expectativa é que os próximos relatórios apontem o tamanho da participação de cada envolvido e revelem novos desdobramentos do caso.