Petrobrás anuncia mais um reajuste no preço do diesel

Após o presidente da Petrobrás Joaquim Silva e Luna ter reafirmado que não haverá mudança na política de preços de derivados, a estatal anunciou um novo reajuste. A partir desta quarta-feira (29), o preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo uma alta média de R$ 0,25 por litro do combustível.

Em comunicado ao mercado, a estatal alega que já não fazia reajuste no diesel há 85 dias. Diz ainda que a mudança no valor “é importante para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

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O anúncio de um novo reajuste não chega a ser uma surpresa. Ontem mesmo, durante entrevista com a diretoria da Petrobrás, o presidente Silva e Luna já havia confirmado que uma nova alta dos preços acabaria acontecendo. “Como dissemos, acompanhamos atentamente esses movimentos. Vemos o preço do Brent se posicionar em um valor elevado, acima de 70 dólares por barril. [Isso] está sinalizando uma necessidade de ajuste de preço”, afirmou.

Durante a manhã de segunda, o presidente Jair Bolsonaro disse que teve um encontro com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para conversar sobre a possibilidade de reduzir os preços de derivados no país. “Hoje (ontem) estive com o ministro Bento, conversando sobre a nossa Petrobrás, o que podemos fazer para melhorar, diminuir o preço na ponta da linha”, disse. Horas depois, a diretoria da empresa convocou uma entrevista coletiva para reafirmar que não haveria mudanças na política de preços.

O General Silva e Luna deve estar com saudades de Itaipu, onde tinha muito mais liberdade para agir e tinha a sua administração venerada.  Na Petrobrás, a coisa está bem diferente. Ele está encontrando dificuldades e  resistências. Ele também manteve a mesma política de preços dos combustíveis do ex-presidente Roberto Castelo Branco, que ficou agarrado ao cargo, mesmo demitido publicamente pelo presidente da república, Jair Bolsonaro

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