
Uma nova pesquisa do Ipec, divulgada neste sábado (15), aponta que 62% dos brasileiros não querem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tente a reeleição em 2026. Esse índice representa um crescimento em relação a setembro do ano passado, quando 58% rejeitavam a ideia.
Segundo o levantamento, apenas 35% da população acredita que Lula deveria buscar um novo mandato, uma queda de quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa.
Rejeição cresce até entre apoiadores
A pesquisa revelou que a resistência a um novo mandato de Lula não está restrita à oposição. Entre os eleitores que votaram no petista no segundo turno de 2022, 30% dizem que ele não deveria tentar um quarto mandato.
Já entre os que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o índice de rejeição à reeleição de Lula dispara para 95%. Entre aqueles que anularam o voto ou votaram em branco, 68% também se opõem a uma nova candidatura do atual presidente.
O Ipec ouviu 2 mil pessoas em 131 municípios entre os dias 6 e 10 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Por que os brasileiros rejeitam um novo mandato de Lula?
Quando perguntados sobre os motivos para não apoiarem a reeleição de Lula, 36% dos entrevistados apontaram insatisfação com seu governo. Além disso, 20% citaram acusações de corrupção, enquanto 17% mencionaram a idade do presidente, que terá 81 anos ao fim do mandato.
Outros fatores citados incluem o fato de ele já ter governado o país por três mandatos (11%) e o aumento de impostos (5%).
Entre aqueles que votaram em Lula em 2022, a idade avançada foi o principal motivo para rejeitarem sua reeleição, com 31% considerando que ele já está velho para um novo mandato. Além disso, 27% avaliam que seu governo não está atendendo às expectativas, e 14% acreditam que ele deveria abrir espaço para novas lideranças políticas.
Cenário eleitoral de 2026 ainda é incerto
Com a rejeição à reeleição de Lula crescendo, o cenário para 2026 segue indefinido. A pesquisa não mediu intenções de voto para possíveis candidatos, mas indica que há espaço para novos nomes na disputa presidencial.
A tendência de insatisfação, mesmo entre eleitores petistas, pode abrir caminho para alternativas dentro do próprio campo progressista ou reforçar o crescimento de candidatos da oposição. A popularidade do governo nos próximos anos será decisiva para definir os rumos da eleição.
