
A cidade de Gravatá, no Agreste pernambucano, está no centro de uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente. Com a proximidade das eleições municipais, uma pesquisa realizada pelo Instituto Revista Total Brasil (IRTB), registrada sob o número TSE/PE-08680/2024, aponta um empate técnico entre os dois principais candidatos: o atual prefeito Padre Joselito Gomes e o ex-prefeito Joaquim Neto. Essa disputa equilibrada reflete um cenário incerto para a definição do próximo gestor do município para o mandato 2025-2028.
Segundo o levantamento, Padre Joselito aparece com 42,11% das intenções de voto na pesquisa espontânea, seguido de perto por Joaquim Neto, com 41,19%. Bruno Salles e Rodolfo Silva, os outros dois candidatos, aparecem com 12,59% e 2,29%, respectivamente. Na pesquisa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, os números mantêm a disputa acirrada: Padre Joselito registra 40,89% das intenções de voto, enquanto Joaquim Neto fica com 39,78%.
A margem reduzida entre os dois principais postulantes ao cargo mostra um cenário de indefinição, evidenciando que a campanha se manterá intensa até o último dia. Outros 4,66% dos eleitores ainda não sabem em quem votar, ou preferiram não opinar, sendo esse grupo um possível fator decisivo na reta final.
A pesquisa também buscou medir a percepção dos eleitores em relação à administração de Padre Joselito. Com 51,33% de aprovação, o prefeito apresenta uma ligeira vantagem sobre os 46,22% que desaprovam sua gestão. Esse índice revela uma população dividida, onde há um equilíbrio de opiniões sobre os rumos do município sob a liderança do atual gestor. A alta taxa de desaprovação reflete a insatisfação de parte da população, que critica aspectos da atual administração, enquanto outra parcela demonstra confiança na continuidade do governo.
Expectativas e efeito do “voto útil”
Apesar do empate técnico nas intenções de voto, a percepção sobre o provável vencedor da eleição parece pender para o lado de Padre Joselito. De acordo com a pesquisa, 61,56% dos entrevistados acreditam que ele será reeleito. Esse dado é significativo, pois pode influenciar eleitores indecisos, criando um fenômeno conhecido como “voto útil”, no qual o eleitor opta pelo candidato que percebe como mais provável de vencer, mesmo que ele não fosse sua primeira escolha.
Com o cenário político em Gravatá tão polarizado, o resultado das eleições municipais de 2024 permanece imprevisível, e cada voto será crucial na definição do futuro político da cidade.
