
Após a Organização Mundial de Saúde (OMS) restabelecer, no último dia 14 de agosto, o status de emergência de saúde pública de importância internacional devido ao aumento global de casos de Mpox, Pernambuco se mantém em alerta, mesmo com números controlados. Em 2024, o estado contabilizou 10 casos confirmados da doença, sem registro de circulação da variante Clado I, responsável pelo recente crescimento de infecções na República Democrática do Congo.
Apesar do cenário estável, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) reforça a necessidade de manter as medidas preventivas. O diretor geral de Vigilância Epidemiológica, Lucas Caheté, ressalta que a Mpox, causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus, manifesta-se principalmente por meio de lesões dermatológicas. “Além das lesões características, o paciente pode apresentar febre, dor de cabeça, fraqueza e aumento de gânglios”, explica Caheté.
A transmissão da Mpox ocorre até a cicatrização completa das lesões na pele, o que torna essencial o isolamento dos infectados. Além disso, o contato sexual e respiratório são importantes vias de transmissão, o que justifica o uso de preservativos, máscaras, e a lavagem frequente das mãos. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para diagnóstico e tratamento adequados.
No âmbito laboratorial, o diagnóstico da Mpox em Pernambuco é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), que processa as amostras coletadas por swab nas lesões cutâneas ou mucosas. As UPAs do estado estão preparadas para realizar atendimentos e coletas de exames, com encaminhamentos para hospitais de referência quando necessário.
Desde 2022, Pernambuco observou uma redução de 96,9% nos casos de Mpox, passando de 325 registros em 2022 para 23 em 2023. O perfil predominante dos casos envolve homens, com idades entre 20 e 49 anos. Embora o estado apresente sinais de controle, a SES-PE mantém o monitoramento rigoroso e a orientação contínua à população para evitar novos surtos da doença.
