
O Governo de Pernambuco declarou estado de alerta devido à escassez de chuvas em grande parte do território. A decisão foi oficializada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que monitora a situação crítica. Até o momento, 94 municípios decretaram emergência, a maioria com reconhecimento formal do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR). O cenário é agravado pela previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas no primeiro trimestre de 2025, segundo a Apac.
De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, mais municípios podem entrar em situação de emergência caso o cenário se agrave. “A vulnerabilidade dos mananciais, aliada às previsões climáticas, nos coloca em alerta máximo,” afirmou.
Previsões Climáticas e Impactos
A previsão para o início de 2025 é de um período seco na Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste, com chuvas esparsas e irregulares no Sertão. A escassez hídrica já afeta o consumo humano, especialmente nas áreas mais críticas.
A presidente em exercício da Apac, Crystianne Rosal, alertou para o impacto concentrado das poucas chuvas previstas no Sertão. “Embora pancadas isoladas de chuva possam ocorrer, serão seguidas por longos períodos secos, o que agrava a situação.”
Medidas de Contenção
Diante da crise, o Governo do Estado mobilizou esforços para minimizar os impactos da seca. Desde 2023, foram investidos R$ 31,7 milhões na entrega de 20 sistemas simplificados de abastecimento e na instalação ou recuperação de 300 dessalinizadores. Para 2025, estão previstos mais 400 dessalinizadores e a perfuração de 600 poços.
A Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) também anunciou medidas emergenciais, como a reativação de captações antigas, reforço da frota de carros-pipa e alterações no calendário de fornecimento de água a partir de 3 de janeiro. Além disso, grandes obras estruturadoras, como as adutoras do Agreste, Alto Capibaribe e Serro Azul, seguem avançando.
Garantia Hídrica e Monitoramento
O presidente da Compesa, Alex Campos, garantiu que as equipes continuarão monitorando os mananciais. “Com o início da quadra chuvosa em março, esperamos ajustar os rodízios e reduzir os impactos no abastecimento,” afirmou.
Enquanto isso, o governo mantém o foco em infraestrutura e assistência para as populações mais vulneráveis, reforçando que o enfrentamento da crise exige planejamento e medidas intersetoriais.
A situação reforça a necessidade de conscientização e uso responsável da água em todo o estado, que encara mais um desafio em busca da segurança hídrica para seus moradores.
