Pela primeira vez, delegado de Gravatá fala sobre alegações de possível ‘abuso’ de professor contra alunos

Entrevista foi concedida ao programa Jota Silva da Rádio Gravatá FM

delegado gravata

O delegado titular da Delegacia da 62ª CIRC de Gravatá, Vitor Hugo, falou publicamente sobre o comportamento de internautas que estão usando redes sociais para acusar, ainda sem provas, um professor da rede municipal.

Segundo consta em publicações sociais, o professor teria cometido crime de ‘estupro de vulnerável’ contra alunos (a) de salas de aula onde leciona.

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Segundo Dr. Vitor Hugo, pouca coisa se sabe sobre a denúncia. O titular da delegacia disse que tem recebido ligações de veículos de comunicação para abordar o caso, mas que tem evitado falar sobre o assunto, por se tratar de uma matéria sensível. Diante os últimos acontecimentos, o delegado disse que se sentiu na obrigação de esclarecer algumas coisas diante dos relatos inverídicos que estão sendo divulgados.

Nós simplesmente não podemos jogar as coisas na internet sem ter o conhecimento. A própria delegacia ainda tem pouco conhecimento sobre o caso. Muitas pessoas ainda precisam serem ouvidas. É um trabalho lento e extenuante. Nós simplesmente não podemos soltar qualquer coisa”, disse o delegado durante sua entrevista ao Programa Jota Silva, na edição desta sexta-feira (3).

Grupos de WhatsApp da cidade criaram publicações que tratavam sobre ‘investigação sobre possível estupro de vulnerável’. O delegado esclareceu que até agora nada se aproxima disto. Inclusive, existem poucas coisas delimitadas em relação aos acontecimentos e o que realmente aconteceu, e se ‘realmente aconteceu algo’.

O Conselho Tutelar de Gravatá ainda estaria ouvindo estas crianças, ou adolescentes. A Polícia Civil também quer ouvir relatos de alunos de outras salas, que não estejam envolvidos na ocorrência, para confrontar informações.

Nem mesmo a Polícia Civil sabe qualquer a categoria de possível crime que o suspeito será qualificado, mas já existem pessoas nas redes sociais falando sobre ‘investigação de estupro de vulnerável’, o que é sabidamente inverídico.

Doutor Vitor Hugo disse que ‘existem informações sobre o caso, mas que tudo está sendo verificado‘. As oitivas dos alunos estão sendo demandadas, muito embora existam poucas, até agora. O professor teria chegado a procurar a delegacia, e conversado informalmente com a autoridade policial. O delegado só ouvirá formalmente o professor após receber informações completas dos alunos da escola para conseguir interrogá-lo.

O delegado também deixou esclarecido que se forem encontrados elementos que resultem na responsabilização do professor, ele terá o dever de representar por sua prisão.

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