
A proximidade do Carnaval levou a Câmara de Vereadores de Paulista a tomar uma medida importante para a segurança dos foliões. Foi aprovado o projeto de lei do vereador João Pereira (PSB), que proíbe a venda e distribuição de bebidas em garrafas de vidro durante eventos de grande porte na cidade. Agora, o texto aguarda a sanção do prefeito Severino Ramos para entrar em vigor.
A proposta visa reduzir os riscos de acidentes e episódios de violência provocados por garrafas quebradas, um problema recorrente em festividades com grande concentração de pessoas. A restrição valerá para eventos que reúnam mais de duas mil pessoas, permitindo apenas o uso de recipientes descartáveis ou recicláveis para a comercialização de bebidas e alimentos. Ambulantes e comerciantes que descumprirem a norma estarão sujeitos a penalidades, que podem variar de advertências a multas.
Segurança e preservação da limpeza pública
De acordo com o vereador João Pereira, o objetivo não é impedir o consumo de bebidas, mas garantir que isso aconteça de forma mais segura. “Todos os anos registramos casos de cortes profundos, agressões e acidentes envolvendo garrafas de vidro quebradas. Queremos proteger os frequentadores desses eventos e reduzir essas ocorrências”, afirmou o parlamentar.
Além da questão da segurança, o projeto também busca minimizar impactos ambientais e facilitar a limpeza urbana. O descarte inadequado de garrafas de vidro após as festas representa um perigo para pedestres, trabalhadores da limpeza pública e crianças que circulam pelas ruas. “Muitas pessoas caminham descalças depois dos eventos, crianças brincam nas ruas, e os garis ficam vulneráveis a cortes. Essa medida contribui diretamente para um ambiente mais seguro para todos”, explicou João Pereira.
Experiência de outras cidades
A proposta segue o exemplo de outras cidades brasileiras que já adotaram restrições semelhantes com sucesso, como São Paulo, São Luís e Campinas. Nessas localidades, a proibição das garrafas de vidro em grandes eventos resultou na redução de ocorrências médicas relacionadas a cortes e ferimentos provocados por cacos espalhados pelas ruas.
Agora, com a expectativa de aprovação final pelo prefeito Severino Ramos, os organizadores de eventos e comerciantes de Paulista deverão se adequar à nova regra. A medida reforça o compromisso da cidade em oferecer um Carnaval mais seguro e organizado para moradores e visitantes.
