
Nesta quarta-feira, 3 de julho de 2024, uma operação conjunta da Polícia Federal e Militar resultou na prisão em flagrante de Agnaldo Roberto Betti, pastor evangélico com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, por compartilhamento de vídeos de pornografia infantil. O líder religioso foi detido em sua residência, onde estava acessando os conteúdos ilícitos por meio de um aplicativo em seu celular.
A Assembleia de Deus Ministério Belém, instituição onde Agnaldo Betti exercia suas atividades religiosas, emitiu um comunicado repudiando veementemente o crime cometido pelo pastor. “A instituição esclarece que repudia qualquer comportamento contrário aos princípios e regras de fé da Bíblia Sagrada, especialmente aqueles que envolvem violação da infância”, afirmou a nota oficial. “Em virtude da prisão e das notícias divulgadas, informamos que o envolvido está suspenso do rol de membros e de seu cargo eclesiástico, até que os fatos sejam definitivamente apurados pelas autoridades competentes. Garantimos o direito de defesa e contraditório conforme procedimento administrativo previsto em nosso Estatuto“, concluiu a Assembleia.
Segundo informações da Polícia Militar, Agnaldo Betti tentou apagar os arquivos comprometedores no momento da abordagem policial, durante a Operação Escudo da Inocência da PF, mas foi impedido pelas autoridades. Esta não é a primeira vez que ele é implicado neste tipo de crime, tendo sido indiciado anteriormente no mesmo ano por práticas semelhantes.
Após sua prisão, o pastor foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal, onde prestará depoimento e aguardará os procedimentos legais. Posteriormente, será transferido para o sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da 9ª Vara Federal de Campinas para os desdobramentos judiciais do caso.
A comunidade religiosa e os seguidores de Agnaldo Roberto Betti foram profundamente impactados pela notícia, que lança luz sobre um crime grave e reforça a importância da aplicação rigorosa da lei para proteger as crianças e adolescentes contra abusos e exploração. As investigações continuam para verificar se há outras possíveis vítimas ou cúmplices envolvidos nas atividades criminosas atribuídas ao pastor evangélico.
