
No próximo dia 6 de outubro, o atual prefeito de Gravatá, Padre Joselito Gomes (AVANTE), tem a chance de entrar para a história política da cidade. Caso seja reeleito, ele se tornará o primeiro prefeito a conseguir dois mandatos consecutivos, quebrando um tabu que dura mais de 120 anos no agreste pernambucano.
Desde 1898, quando Antônio Avelino do Rego Barros foi eleito, nenhum prefeito de Gravatá conseguiu a reeleição. Alguns, como Aarão Lins de Andrade Filho, elegeram-se para mandatos alternados, mas nunca em sequência. Aarão, por exemplo, foi prefeito em 1955, perdeu na eleição seguinte, mas voltou ao poder em 1964, apenas para ser derrotado novamente em 1969 por Paulo da Veiga Pessoa.
Outro exemplo notável é Joaquim Neto (PSDB), que foi prefeito três vezes, mas com um histórico irregular. Ele assumiu a prefeitura em 2002 após a morte do então prefeito, venceu a eleição em 2004, mas perdeu em 2012, só retornando ao poder em 2016 após uma intervenção municipal.
A história política de Gravatá também é marcada por tragédias. Aarão Lins de Andrade, eleito em 1936, faleceu antes mesmo de tomar posse. José Emídio Fernandes, prefeito entre 1983 e 1985, morreu durante seu mandato, assim como Sebastião Martiniano, que foi eleito em 2000, mas faleceu em maio de 2002.
De acordo com as pesquisas mais recentes, Padre Joselito conta com 72% das intenções de votos válidos, o que o coloca em uma posição confortável para vencer seus opositores. Caso confirme a vitória, o prefeito consolidará seu nome como o único na história de Gravatá a conseguir a reeleição, um feito inédito que, além de marcar sua trajetória, altera o curso da política local.
