
O processo de beatificação de padre Cícero Romão Batista na igreja católica foi autorizado pelo Vaticano. A informação foi comunicada pelo bispo da diocese de Crato, Dom Magnus Henrique Lopes, durante celebração que ocorreu na manhã deste sábado (20), em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.
O requerimento pedindo pela beatificação de padre Cícero foi solicitado por Dom Magnus Henrique Lopes, que enviou uma carta ao papa Francisco durante a visita que fez ao Vaticano, em maio deste ano.
“Recorremos à vossa solicitude de pastor universal da santa igreja para pedir especial clemência para com este sacerdote católico, amado, exonerado. Esperamos que Vossa Santidade, na hora oportuna, examine, com o coração de pai e como sucessor de Pedro, este pedido ora formulado, cuja resposta é um anseio nosso e dos milhões de devotos do padre Cícero”, diz um trecho da carta entregue ao papa Francisco e que foi lida na missa na manhã deste sábado (20).
Quem foi o Padre Cícero?
Padre Cícero Romão Batista é tido como “santo popular” para muitos fiéis católicos nordestinos. Quando faleceu em 1934, o sacerdote estava rompido com o Vaticano por ter se envolvido com a política e pelo polêmico “milagre da hóstia”.
De acordo com a crença popular, uma hóstia oferecida pelo sacerdote se transformou em sangue na boca de uma beata.
O processo de beatificação agora envolve o levantamento da biografia do padre, quando o Vaticano vai averiguar se há algo que possa impedir o processo. Se nada for descoberto, a igreja emite o Nihil Obstat (nenhum impeditivo).
Com este documento, um tribunal eclesiástico diocesano analisa as qualidades e as virtudes do candidato a santo. Após essa etapa, os documentos são encaminhados para o Vaticano, onde inicia-se a fase romana, quando então são avaliados os possíveis milagres atribuídos a Padre Cícero.
