
Câmeras e estruturas clandestinas de internet que seriam utilizadas por grupos criminosos para acompanhar a chegada das forças de segurança foram retiradas nesta quinta-feira (28) de cinco comunidades de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A ação fez parte da Operação Às Cegas, realizada por uma força-tarefa com participação das polícias Civil e Militar, empresas de telecomunicações e Neoenergia.

As equipes atuaram no Marezão, V8, Maruim, Ponte Preta e Giriquiti. Técnicos das empresas acompanharam os policiais para identificar instalações irregulares e realizar a retirada dos equipamentos encontrados durante a operação.
Segundo a delegada gestora da Delegacia Seccional de Olinda, Euricélia Nogueira, as câmeras permitiam que criminosos acompanhassem a movimentação policial e soubessem antecipadamente da entrada das equipes nas comunidades. A retirada busca reduzir essa capacidade de vigilância e facilitar futuras ações de segurança.
A operação também está relacionada a conflitos entre grupos que, conforme a Polícia Civil, disputam áreas de atuação do tráfico de drogas. As forças de segurança pretendem intensificar a presença nas localidades para tentar impedir novos confrontos e homicídios. Outras operações poderão ser realizadas enquanto a disputa permanecer ativa.
Além do monitoramento clandestino, as características geográficas de algumas comunidades dificultam o trabalho policial. O tenente-coronel Lenildo Paixão, do 1º Batalhão da Polícia Militar, informou que vias estreitas, especialmente na Ponte Preta, limitam a circulação de viaturas e obrigam parte das equipes a avançar a pé ou utilizando motocicletas.
A área de mangue existente entre as comunidades é outro ponto observado pelas forças de segurança. Segundo a Polícia Militar, o local é utilizado como rota de deslocamento por integrantes dos grupos durante ataques e confrontos. Operações de cobertura também estão sendo realizadas nessa região para dificultar a movimentação dos suspeitos.
Durante a mobilização, policiais distribuíram materiais com informações sobre o Disque-Denúncia 181. A Polícia Civil busca obter relatos que possam contribuir para identificar integrantes dos grupos investigados e reforçou que as informações encaminhadas pelo canal são mantidas sob sigilo.
O material recebido por meio das denúncias poderá subsidiar as investigações e futuras operações. A Polícia Civil informou que novas ações estão previstas nas comunidades caso os conflitos entre os grupos criminosos continuem.






