Ipojuca

Operação investiga transferência fraudulenta de terreno avaliado em R$ 4,5 milhões em Ipojuca

Um terreno avaliado em cerca de R$ 4,5 milhões está no centro de uma investigação sobre fraude imobiliária conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. Na terça-feira (21), a Delegacia de Ipojuca deflagrou a Operação Escritura Fria para cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma associação criminosa. O imóvel pertence a um […]

Clebson Amsterdan Atualizado em 22 de julho de 2026
Foto: divulgação PCPE

Um terreno avaliado em cerca de R$ 4,5 milhões está no centro de uma investigação sobre fraude imobiliária conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. Na terça-feira (21), a Delegacia de Ipojuca deflagrou a Operação Escritura Fria para cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma associação criminosa.

O imóvel pertence a um casal que vive nos Estados Unidos. Os proprietários pretendiam colocá-lo à venda quando descobriram que a área já havia sido transferida para uma empresa sem autorização e continuava sendo oferecida no mercado imobiliário.

A denúncia foi apresentada à polícia pela advogada das vítimas, em março. A partir do registro do caso, os investigadores passaram a examinar a documentação utilizada na suposta compra e venda e identificaram indícios de estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.

De acordo com a delegada Letícia Moreira, responsável pela operação, o grupo teria distribuído as etapas da negociação entre diferentes pessoas e cartórios. A estratégia, segundo a investigação, buscava dificultar a identificação das irregularidades e conferir aparência de legitimidade aos registros.

A transferência do terreno teria sido baseada em uma procuração falsa produzida fora de Pernambuco. O documento passou por análise do Instituto de Criminalística, que confirmou a falsificação da assinatura de uma das vítimas.

Outro documento usado na negociação foi confeccionado em um cartório do Rio Grande do Norte. Conforme a apuração, um dos investigados possui vínculo familiar com o tabelião da unidade, circunstância que pode ter facilitado a emissão do material posteriormente empregado na transferência da propriedade em Ipojuca.

O imóvel permanece registrado em nome da empresa apontada como beneficiária da fraude. Na esfera cível, os proprietários tentam anular judicialmente a transação e recuperar o terreno. A Polícia Civil considera que as provas reunidas poderão contribuir para a reversão do registro.

O material apreendido durante a Operação Escritura Fria será analisado para identificar outros participantes e verificar se o mesmo método foi empregado em novas negociações. A investigação também procura esclarecer se há mais imóveis e vítimas ligados ao grupo.