O que se sabe sobre o assassinato de ex-policial civil na Serra do Maroto, em Gravatá

O assassinato do ex-policial civil Jailson Duarte, de 54 anos, conhecido como “Dal Carcará”, segue cercado de perguntas. Natural de Serra Talhada, ele foi morto a tiros na tarde deste domingo (22), em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. O crime ocorreu na estrada de acesso à Serra do Maroto e ao Condomínio WinterVille, região que costuma receber moradores e visitantes, especialmente aos fins de semana.
A vítima conduzia uma caminhonete modelo pick-up quando foi surpreendida pelos disparos. Jailson foi atingido por vários tiros, com perfurações registradas no braço esquerdo, no tórax e na cabeça. O veículo ficou com diversas marcas de bala, o que reforça a suspeita de execução.
Onde e como aconteceu
O ataque foi registrado em plena luz do dia, em uma área conhecida pela movimentação de turistas e proprietários de imóveis de veraneio. A violência do crime causou apreensão entre moradores da região, que relataram clima de insegurança após os disparos.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas, isolaram o trecho da estrada e iniciaram os primeiros procedimentos no local. A perícia técnica realizou a coleta de vestígios que podem auxiliar na identificação dos responsáveis.
Quem era a vítima
Jailson Duarte era ex-integrante da Polícia Civil e estava afastado das funções. Ele residia em Gravatá, no bairro Nossa Senhora Aparecida. Conhecido no meio policial e na cidade pelo apelido “Dal Carcará”, tinha 54 anos e era natural do Sertão pernambucano.
Investigação
Até agora, não há confirmação sobre autoria ou motivação. A investigação ficará a cargo da Delegacia da 62ª Circunscrição, responsável por apurar as circunstâncias do homicídio, incluindo a dinâmica da ação e possíveis suspeitos.
Uma das linhas que podem ser analisadas envolve o passado profissional da vítima, mas nenhuma hipótese foi oficialmente confirmada pelas autoridades.
Números da violência
Com a morte de Jailson Duarte, Gravatá registra o primeiro homicídio de 2026. O município havia encerrado 2025 com 16 assassinatos. Em 2024, foram 40 casos. Já em 2023, o total chegou a 33 mortes violentas.
Próximos passos
Após a perícia no local, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Palmares para exames. A Polícia Civil deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras da região e aprofundar as diligências nos próximos dias.
Enquanto isso, moradores aguardam respostas sobre um crime que, pela forma e pelo local onde ocorreu, reacende o debate sobre segurança em áreas consideradas tranquilas do município.



