
Parece que o bom velhinho não aprendeu a cartilha básica da política. Chegou à cidade em grande estilo, trazendo consigo a famosa “mala preta”, como se fosse um presente antecipado de Natal. E que distribuição generosa! Fez festas, distribuiu prêmios e, com a generosidade de um bilionário excêntrico, injetou dinheiro em mídias pífias e personagens mais desacreditados que promessa de político em véspera de eleição.
Mas, como dizem por aí, quando se joga dinheiro na água suja, o máximo que se consegue é um lamaçal mais profundo. E assim aconteceu! O bom velhinho, empolgado com sua epopeia eleitoral, movimentou as águas turvas da política local, fez promessas, e queimou dinheiro como se estivesse aquecendo a lareira no Polo Norte. E o que ele conseguiu em troca? Apenas o prazer de assistir seu investimento evaporar mais rápido que um saco de balas na mão de criança.
Apesar dos muitos avisos de que estava apenas sustentando ilusões e alimentando sanguessugas, Papai Noel não deu ouvidos. No fim das contas, gastou uma fortuna para não ser candidato a nada. Isso mesmo: nem prefeito, nem vereador, nem síndico do prédio. Nada. Só um grande prejuízo e um suspiro de resignação. Não foi por falta de dinheiro – ainda há uns trocados sobrando, prontos para serem atirados como um tiro de misericórdia em mais uma jogada mirabolante.
E agora, passada a eleição e enterrados os sonhos de poder imediato, o bom velhinho da política segue rondando por aí, tentando se agarrar a qualquer fagulha de relevância. Quem diria! O homem que despejou rios de dinheiro em um projeto fracassado agora acredita que vai vencer uma eleição… adicionando pessoas em um grupo de WhatsApp! Isso mesmo! Como se a política fosse um sorteio de brindes de final de ano! Como se o eleitorado fosse um rebanho esperando ser conduzido para o curral digital de um site descredibilizado!
Mas como toda boa crônica satírica precisa de uma moral, aqui vai um conselho gratuito ao nosso visionário de bolso furado: antes de sair comprando sonhos de papel e títulos imaginários, vale a pena lembrar que política não se faz apenas com dinheiro – e muito menos com ingenuidade. Afinal, até o Papai Noel sabe que o Natal tem data para acabar. Mas alguns insistem em acreditar que ainda dá tempo de reescrever essa história.
Feliz Natal (adiantado) e boas festas, Papai Noel da política! Só tome cuidado para não acabar como o peru: recheado de falsas promessas e pronto para ser servido no próximo banquete eleitoral.
