
A ameaça do aquecimento global nunca foi tão alarmante. Mesmo que o aumento da temperatura do planeta seja limitado a 2 °C acima dos níveis pré-industriais – a meta estabelecida pelo Acordo de Paris –, cientistas alertam que o calor extremo pode transformar vastas áreas da Terra em locais impossíveis de serem habitados sem proteção adequada.
Atualmente, a temperatura média global já subiu 1,5 °C desde a era pré-industrial, intensificando ondas de calor em diversas partes do mundo. Agora, um estudo publicado na revista Nature Reviews Earth and Environment aponta que um pequeno aumento adicional de apenas 0,5 °C pode resultar em uma perda massiva de território habitável. A área afetada, segundo os pesquisadores, seria equivalente ao tamanho dos Estados Unidos, tornando-se quente demais para a sobrevivência humana.
“O que descobrimos mostra as consequências potencialmente mortais se o aquecimento global atingir 2 °C”, declarou Tom Matthews, cientista climático do King’s College, em Londres, e autor do estudo. A pesquisa reforça os riscos do calor extremo, que pode tornar a vida inviável em diversas regiões caso medidas urgentes não sejam tomadas para conter as mudanças climáticas.
Os dados evidenciam que, mesmo dentro dos limites acordados internacionalmente, os impactos do aquecimento global podem ser devastadores. Isso levanta preocupações sobre o futuro de milhões de pessoas que vivem em áreas vulneráveis, onde o calor excessivo pode tornar a sobrevivência extremamente difícil. A necessidade de ações imediatas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e conter o aumento das temperaturas nunca foi tão urgente.
