
Deixando de lado paixões partidárias e sentimentos políticos, é preciso reconhecer: não será uma tarefa fácil para João Campos, ou qualquer outro pré-candidato ao governo de Pernambuco, tirar Raquel Lyra (PSDB) do poder em 2026, independentemente do partido que ela esteja. A primeira governadora do estado tem mostrado uma habilidade notável em consolidar sua imagem e reforçar seu trabalho frente ao eleitorado pernambucano.
Raquel Lyra tem utilizado com maestria sua presença na mídia, evidenciando avanços em apenas dois anos de gestão. E são muitos. Redução da violência, ampliação do acesso à água em parceria com o governo federal, construção de creches, escolas, maternidades e hospitais, além da retomada de obras paralisadas, são conquistas inegáveis, que vão do litoral ao sertão. A governadora tem trabalhado para deixar claro que seu governo não é apenas feito de promessas, mas de entregas reais.
Em recente entrevista, Raquel trouxe à tona um cenário preocupante deixado por gestões passadas: 73% da malha rodoviária em situação ruim ou péssima em 2023, 2 milhões de pessoas sem acesso à água e 130 mil pacientes aguardando por cirurgias. Ao dizer que “muita coisa tinha sido prometida no passado e não foi entregue”, a governadora aponta para uma narrativa de reconstrução e compromisso, algo que ecoa bem entre os eleitores que buscam soluções concretas.
Raquel Lyra também não está sozinha. Ela conta com uma equipe preparada e alinhada com o propósito de renovar seu mandato. Embora não fale publicamente sobre reeleição, é evidente que seu foco está em consolidar um legado de desenvolvimento para Pernambuco, abrindo caminho, talvez, para voos ainda maiores no futuro político.
Comparar o Recife com Pernambuco, como muitos tentam fazer, é reduzir a complexidade do estado. Pernambuco é um terreno fértil politicamente, e Raquel tem plantado sementes em todas as regiões: na Zona da Mata, no Agreste, no Sertão e na Região Metropolitana. As eleições municipais de 2024 mostraram a força de sua articulação e a aceitação de sua gestão nos mais diversos cenários.
Agora, resta observar os próximos passos. As agendas de 2025 serão cruciais, mas é o primeiro semestre de 2026 que definirá o caminho. A governadora terá que manter o ritmo, entregar mais resultados e responder às demandas de uma população exigente e politicamente ativa.
João Campos, um nome forte e em ascensão, terá um desafio significativo pela frente, assim como qualquer outro candidato que pretenda disputar o governo. Tirar Raquel Lyra do poder não será apenas uma disputa eleitoral: será um embate entre entregas e promessas, entre a realidade atual e a expectativa do futuro. Pernambuco, afinal, saberá decidir.
