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Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 589; dois brasileiros estão entre as vítimas

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O número de mortos após os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira aumentou para 589, segundo novo balanço divulgado nesta sexta-feira (26) pela presidente interina Delcy Rodríguez. O total representa um salto significativo em relação ao levantamento anterior, que apontava 235 vítimas fatais.

Além das mortes, o governo venezuelano informou que cerca de 2.980 pessoas ficaram feridas. As equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros, enquanto mais de 50 mil pessoas ainda são consideradas desaparecidas ou seguem sem contato em áreas afetadas, principalmente no estado de La Guaira, o mais devastado pelos tremores.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois brasileiros um homem e uma mulher morreram na tragédia. O Itamaraty informou que presta assistência consular aos familiares das vítimas.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. Os abalos provocaram o desabamento de mais de uma centena de edifícios, danos severos à infraestrutura e deixaram milhares de pessoas desalojadas.

A presidente Delcy Rodríguez manteve o estado de emergência nacional e informou que equipes especializadas de diversos países já chegaram ao território venezuelano para reforçar as buscas por sobreviventes. Entre os países que enviaram ajuda estão Estados Unidos, México, Colômbia, Espanha, Alemanha, Suíça e El Salvador, além de apoio coordenado por organismos internacionais.

Segundo as autoridades, mais de 2,2 mil famílias foram diretamente afetadas e cerca de 250 edificações sofreram destruição total ou danos estruturais graves. Mesmo após mais de 48 horas da tragédia, centenas de pessoas ainda estariam presas sob os escombros, tornando as próximas horas decisivas para as operações de resgate.

A chegada de equipamentos pesados e de novas equipes internacionais busca acelerar as buscas, enquanto o governo trabalha para restabelecer serviços essenciais e ampliar o atendimento às vítimas da maior tragédia natural registrada no país nas últimas décadas.

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