O debate sobre possíveis casos de pancreatite associados a medicamentos análogos de GLP-1 levou a farmacêutica Novo Nordisk a divulgar um posicionamento oficial reforçando a segurança de seus produtos. A companhia afirma que mantém monitoramento contínuo e que, até o momento, não há confirmação de relação direta entre os casos investigados e o uso das medicações.
Os remédios à base de semaglutida e liraglutida, indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, já trazem em bula o alerta sobre risco de pancreatite aguda. A advertência é considerada de classe e se aplica a todas as terapias baseadas em incretina, grupo que inclui agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP-4.

Entre os produtos comercializados estão Ozempic, Wegovy, Rybelsus, Victoza e Saxenda. Em todos eles, a pancreatite aparece descrita como possível reação adversa. A orientação é que pacientes sejam informados sobre sintomas como dor abdominal intensa e persistente e interrompam o tratamento caso haja suspeita da condição, procurando assistência médica imediata.
A empresa destaca que fatores como obesidade e diabetes, por si só, já estão associados a maior risco de inflamação do pâncreas. Estudos clínicos de fase 3 conduzidos nos programas SUSTAIN, PIONEER e STEP, segundo a farmacêutica, apontaram incidência semelhante de pancreatite entre os pacientes que receberam semaglutida e aqueles que utilizaram medicamentos comparadores. A maior parte dos casos foi classificada como leve.
A Novo Nordisk também afirma que acompanha de perto notificações feitas a autoridades sanitárias e mantém canais de farmacovigilância para identificar eventos adversos e coibir uso irregular. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem alertado para os riscos do consumo sem prescrição e para a circulação de produtos falsificados.
De acordo com a companhia, as notificações recentes seguem em apuração e ainda não estabeleceram vínculo causal comprovado entre os medicamentos e os quadros relatados. A recomendação é que os tratamentos sejam realizados exclusivamente dentro das indicações aprovadas, com receita médica e acompanhamento profissional, além da aquisição em estabelecimentos regularizados.
A farmacêutica ressalta ainda que a molécula semaglutida foi testada em estudos clínicos que envolveram mais de 54 mil pacientes no mundo e que, atualmente, a exposição anual ultrapassa 33 milhões de pessoas em fase pós-comercialização.
O tema continua sob vigilância das autoridades de saúde e da própria fabricante. Novas informações poderão surgir à medida que as investigações avancem e que dados adicionais sejam analisados.
BAIXE A NOTA COMPLETA:








