
Está circulando nos grupos de WhatsApp a informação que a esposa do secretário de obras de Gravatá, agreste pernambucano, teria sido vacinada, mesmo não fazendo parte do grupo de risco imposto no plano nacional de vacinação contra a COVID-19.
O relato, que teria surgido de dentro da Secretaria de Saúde e que a vacinação de Gleice Kelly do Nascimento Malta ocorreu no dia 15 de fevereiro deste ano. Uma fonte, que será preservada relatou que, Kelly teria chegado no trabalho relatando que ‘teve o privilégio de ser vacinada sem ser de grupo de risco’.
Antes de publicar esta reportagem, zelando pelo bom jornalismo, nossa reportagem manteve contato com o secretário de obras da prefeitura de Gravatá, Ricardo Malta, facultando a ele e a esposa o direito de ampla defesa.
O secretário disse que sua esposa trabalha no Centro de Inclusão de Gravatá (CIG) e que além da esposa, todas as pessoas que lá trabalham foram vacinadas porque trabalham com crianças especiais: “acredito que foi uma forma de proteger as crianças e os profissionais que trabalham nessa área”, confirmou o secretário.
O Secretário foi mais além, disse que o comentário de que a sua esposa estaria se gabando de ter sido vacinada não corresponde com o perfil dela: fazer algo e sair se gabando.
Dois vereadores da Câmara Municipal de Gravatá devem acionar o Ministério Público e demais órgãos de fiscalização e controle para saber se necessariamente os profissionais do CIG deveriam ser imunizados. Se a esposa do secretário foi imunizada, com outras pessoas, sem autorização, a mesma poderá responder criminalmente e pagar multa.
