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Ministério do Meio Ambiente alertar banhistas e pescadores sobre peixe-leão

peixe leao

Espécie exótica invasora é considerada um perigo para o ecossistema marinho brasileiro O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança nesta sexta-feira (11) uma campanha com informações sobre o peixe-leão, espécie exótica considerada perigosa para o ecossistema marinho brasileiro e para seres humanos. As peças informativas, produzidas em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), serão divulgadas às 11 horas, no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação CEPNOR, do instituto, em Belém (PA).

A ideia é que o material, como cartazes e panfletos, seja distribuído a turistas, pescadores e mergulhadores de áreas costeiras prioritárias, com o objetivo de orientá-los caso avistem a espécie. O peixe-leão é nativo dos oceanos Índico e Pacífico, sendo encontrado, naturalmente, por exemplo, próximo à Austrália, e como invasor, da costa leste dos Estados Unidos até a Venezuela. No Brasil, há ocorrências de aparição do animal no Pará e em Fernando de Noronha (PE).

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Por não serem reconhecidos por suas presas, que não apresentam instinto de defesa, o peixe-leão tem uma alta capacidade de se alimentar e come outros peixes quase do próprio tamanho. Para se ter ideia, ele pode comer em média 20 peixes em um intervalo de 30 minutos. Por outro lado, ele não possui predadores. Outro fator ameaçador para a vida marinha é o fato de que cada peixe-leão pode colocar 30 mil ovos.

Exuberante e perigoso

De aparência exótica, o peixe-leão possui 18 grandes espinhos na região dorsal que pode inocular um veneno nocivo aos humanos, embora sua furada não cause morte em pessoas saudáveis. A campanha do ministério traz orientações para quem for vítima da espécie, como passar água quente no local afetado para dificultar a ação do veneno e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Para pescadores, os informativos também alertam que o animal não deve ser devolvido ao mar. Os materiais também pedem que o peixe seja entregue à unidade mais próxima do ICMBio.

A campanha ainda orienta mergulhadores a registrar junto ao ICMBio a aparição da espécie. A dica é anotar o nome do local onde o peixe foi visto e a profundidade, além de, se possível, fotografar e filmar. As peças informativas ainda contam com um QR Code para comunicar os casos. Basta apontar a câmera do celular para o código e aparecerá um formulário do instituto para preenchimento.

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