
Uma menina de apenas 3 anos foi encontrada morta com indícios de tortura em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O avô materno, José dos Santos, responsável pela guarda da criança, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, foram presos na madrugada de quarta-feira (18) suspeitos de envolvimento no crime.
A vítima, identificada como Sophia Emanuelly de Souza, foi levada pelo avô a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já sem vida. Ele relatou que, durante o trajeto até a unidade, a neta teria passado mal e vomitado. No entanto, ao dar entrada no local, o pediatra de plantão constatou que a criança já estava morta.

Os exames iniciais apontaram múltiplos hematomas espalhados pelo corpo e marcas evidentes de esganamento no pescoço. A perícia indicou que a morte teria ocorrido entre seis e doze horas antes da chegada à unidade de saúde, o que levantou suspeitas imediatas.
De acordo com as investigações, a guarda da menina estava sob responsabilidade do avô desde 2024. Ele e a companheira foram detidos em flagrante e encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) durante a madrugada.
Em depoimento à Polícia Civil, Karen teria admitido as agressões e afirmou que agiu após um episódio envolvendo a recusa da criança em jantar. A declaração causou indignação entre os investigadores, que também receberam laudos médicos apontando sinais de violência repetida.
Profissionais que analisaram o corpo relataram hematomas em diferentes estágios de cicatrização, o que indica possíveis agressões anteriores. Além disso, Sophia apresentava quadro de desnutrição, perda de massa muscular e baixa densidade capilar. A criança, nascida em 2022, não passava por acompanhamento médico regular desde o ano passado.
O caso foi registrado como tortura com resultado morte e segue sob investigação. A polícia apura se houve omissão ou conivência de outros envolvidos e busca esclarecer há quanto tempo a menina sofria agressões.
A tragédia reacende o debate sobre a rede de proteção à infância e a fiscalização de casos de guarda. As autoridades informaram que novas diligências estão em andamento e que o inquérito deve reunir laudos periciais e depoimentos para definir os próximos passos do processo.








